"A incapacidade de tolerar a ambiguidade é a raiz de todas as neuroses"(Freud)

A coerência entre o que pensamos e como agimos tem sido apresentada como uma forma de lucidez. Não passa pela nossa cabeça que alguém em sã consciência, queira algo e faça de tudo "para não conseguir atingir seu objetivo". Jogarmos contra nós mesmos parece uma estupidez sem tamanho.
No entanto, esta forma de ver o mundo , considera que de fato saibamos o que desejamos e por isso nossas decisões devem ser consideradas atreladas aos nossos objetivos, de tal forma que quando nos apercebemos distanciando-nos daquilo que "conscientemente" achamos ser o que almejamos, achamos que erramos.
Mas e se ao "errarmos" estivermos acertando e na tentativa de corrigir o trajeto, cometemos erros que exigirão de nós mesmos novos erros, que num eterno "devir", como um ciclo sem fim, passamos do erro ao acerto, sem questionarmos porque agimos assim?
Quando Freud escreve que “A incapacidade de tolerar a ambiguidade é a raiz de todas as neuroses", sua declaração se detém sobre a aceitação do que desejamos e não sobre a neurose em si, Não toleramos desejar oq eu não queremos ou desejar o que não queremos.
E se a sabotagem não sabota, mas apenas corrige?
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