Nossa sociedade carece de referenciais de autoridade, Com a queda de tabus e padrões que antes norteava, a crise de autoridade encontrou um campo fértil. Pais não sabem se colocar diante de seus filhos. Compreender nossos limites é a melhor formam de darmos limite a quem amamos. No entanto em uma sociedade que abomina o NÃO, limitar parece obsceno. Nessa crise, em busca de limites, as pessoas impõem sobre seus pares valores que nem elas mesmos entendem como adequados. Resgatar a autoridade torna-se imperioso. Porém como fazer isso com os novos valores de nossa sociedade dita LIVRE? Como criar um canal de amorosidade com nossos filhos, deixando de confundir AMOR com emoções de prazer
e bem-estar? Como limitar sem que as relações sejam repletas de culpa, mágoa ou medo de perdê-los?
“Nada irá mudá-lo senão a visão daquilo que o coração dele deseja mais ardentemente”. (pp.27 - O Poder Restaurador dos Relacionamentos Humanos, Larry Crabb)
O passo importante a ser dado nesse caminho de resgate é a tomada de atitudes:
1ª ATITUDE
Separe o filho de seu comportamento. Assuma claramente que ama seu filho, São alguns comportamentos dele que não aceita. Pense várias vezes ao dia: amo meu filho, eu não aceito é o comportamento dele. Convença-se disso. Não mistures suas percepções . Nosso cérebro precisa de diretrizes e quando são conflitantes ele toma a decisão de suplantar (recalcar) uma e reforçar demasiadamente a outra.
2ª ATITUDE
Sempre que for falar com seu filho para elogiar e/ou corrigir, deve definir quem é quem nessa relação, e quais suas funções. Sempre comece com as palavras mágicas: Eu sou sua mãe (ou pai), você é meu filho(a) e amo muito você e gostaria... . Nunca se esqueça que SEMPRE seremos os pais e eles os filhos, não importa a idade. Mudança de papel não ajuda. Tornar o filho um pai, impede que ele assuma seu papel.
3ª ATITUDE
Abrace o filho no mínimo três vezes ao dia. Não é um abraço espontâneo; é um abraço planejado, intencional, estratégico, é o “dever de casa dos pais”. Sempre que abraçar, pense na ordem: “o seu coração vai ouvir o meu coração”. Essa atitude simbólica e química promove o rompimento de certezas advindas do confronto. Por mais que haja conflito, você sempre o tratará como seu filho. Sempre o amará. Isso gera no filho a sensação de pertencimento, restaurando sua autoestima.
4ª ATITUDE
Elogie uma vez ao dia seu filho. Aposte no positivo! Como construir um elogio? 1) Identifique o que de positivo o filho fez. 2) Pergunte-se: Qual a qualidade de um filho que faz uma coisa dessas? 3) O elogio é justamente a qualidade, o adjetivo. 4) Após elogiar, é de fundamental importância dizer como você se sente: Feliz, contente, orgulhoso, ... com o comportamento dele. Os elogios por atitudes do passado são sempre bem vindos. É um reconhecimento!
5ª ATITUDE
Use o poder de seus sentimentos e de sua afetividade. Não converse com seu filho cobrando, brigando, usando argumentos racionais. Traga o diálogo para a afetividade, fale na primeira pessoa. Para isso comece sempre o diálogo com a palavra EU! Filhos não ouvem sermão dos pais. Não tenha a ilusão de que ele te ouvirá quando der bronca.
Atitudes simples, mas que ajudarão na reconstrução da sua autoridade. Autoridade vem de relacionamento e não de conquista. Se quer ser respeitado, deverá promover o relacionamento e não a subjugação.
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